Publicado em 13/09/2018.
Por Penélope Toledo (INCQS/ Fiocruz)

Profissionais do Departamento de Farmacologia e Toxicologia (DFT) e do Departamento de Imunologia (DI) do INCQS participaram da 2ª Conferência Pan-Americana de Métodos Alternativos, nos dias 23 e 24 de agosto, no Rio de Janeiro. Dois deles, Octavio Presgrave e Wlamir Correa de Moura, como palestrantes.

O primeiro ministrou a palestra Contribution of BRACVAM and Validations on going, enquanto Wlamir fez a apresentação In vitro alternatives for the in vivo rabies vaccine potency.

Além deles, participaram do evento Ronald Silva, Renata Norbert, Izabela Gimenes e Luciana Madureira.

A Conferência contou com alguns pesquisadores referência na área, dentre os quais, PhD Thomas Hartung, diretor do Center for Alternatives to Animal Testing (CAAT), do Instituto Johns Hopkins (EUA).

Izabela Gimenes contou que os temas abordados no encontro estão diretamente relacionados a atividades laboratoriais do INCQS e que a participação permitiu a troca de informações e conhecimentos, que serão aplicadas no cotidiano de trabalho:

“O evento foi de suma importância para mim, pois nosso laboratório no Instituto, como laboratório Central da Renama (Rede Nacional de Métodos Alternativos), está envolvido em três comparações interlaboratoriais: 1 - teste de irritação cutânea in vitro utilizando modelo de Pele Reconstiuída Humana - RHE (OECD TG 439), 2 - Teste de Permeabilidade e Opacidade de Córnea Bovina -BCOP (OECD TG 437) e 3 - Teste de Citotoxicidade (OECD GD 129), além do processo de validação do Het – Cam, pelo Centro Brasileiro para Validação de Métodos Alternativos (BraCVAM, Brazilian Center for Validation of Alternative Methods). Estes métodos são alternativos ao teste de Irritação dérmica e ocular em coelhos”, explicou.

E complementou:

“De acordo com a Resolução Normativa N° 18 do Concea, os dois primeiros métodos deverão ser mandatoriamente substituídos até setembro de 2019. E o terceiro método (OECD GD 129) é uma recomendação para estimar as doses iniciais para os estudos de Toxicidade Oral Aguda. Isso mostra que estamos no caminho da substituição de animais de laboratório".