Publicado em 29/07/2021

Por Penélope Toledo (INCQS/Fiocruz)

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O INCQS/Fiocruz participou de dois eventos virtuais no âmbito do Codex Alimentarius, que é o conjunto de padrões alimentares adotado internacionalmente: uma reunião do Grupo de Trabalho eletrônico da Força Tarefa Intergovernamental sobre Resistência aos Antimicrobianos (TFAMR) nos dias 10 a 18 de junho e a 25ª sessão do Comitê do Codex Alimentarius sobre Resíduos de Medicamentos Veterinários em Alimentos (CCRVDF), de 12 a 20 de julho. A representante do Instituto foi Bernardete Ferraz Spisso, do Setor de Resíduos do Departamento de Química (DQ).

A primeira atividade citada é preparatória para a 8ª reunião da Força-Tarefa Codex sobre Resistência aos Antimicrobianos (TFAMR), que ocorrerá em outubro deste ano. Este Grupo de Trabalho é coordenado no Brasil por Suzana Bresslau, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), e por Ligia Lindner Schreiner, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A pauta das discussões foi sobre os documentos “Guidelines for integrated monitoring and surveillance of foodborne AMR (GLIS)” e “Code of practice to minimize and contain foodborne AMR (COP)”.

Além disso, Bernardete integrou a delegação brasileira na 25ª sessão do Comitê do Codex Alimentarius sobre Resíduos de Medicamentos Veterinários em Alimentos (Codex Committee on Residues of Veterinary Drugs in Foods 25th Session).

O uso de medicamentos veterinários pode deixar resíduos em produtos de origem animal potencialmente prejudiciais à saúde humana, por meio da ingestão desses alimentos. Limites Máximos de Resíduos precisam, portanto, ser recomendados, bem como códigos de prática serem elaborados. Estas duas atividades são dois dos termos de referência do CCRVDF.

A resistência aos antimicrobianos é um dos principais problemas mundiais de saúde pública. Por isso há um Plano de Ação Global de Resistência aos Antimicrobianos da Organização Mundial de Saúde (OMS), um Plano de Ação Nacional de Prevenção e Controle da Resistência aos Antimicrobianos no Âmbito da Saúde Única e tem sido tema constante abordado pelo INCQS.