Publicado em 11/02/2021.

Por Penélope Toledo (INCQS/Fiocruz)

Imagens: Mariana Queiroz (INCQS/ Fiocruz)

Equidade de gênero na Ciência, com este objetivo a Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceu 11 de fevereiro como o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, em 2015. O INCQS/Fiocruz, conhecedor na prática da importância da presença feminina no campo científico, conta com 222 cientistas mulheres, sendo 163 trabalhadoras e 59 estudantes – fora as profissionais de outras áreas técnicas ou de gestão.

A maior concentração de pesquisadoras do gênero feminino no Instituto está no Departamento de Microbiologia, com 54, seguida pelo Departamento de Química, com 52. Na sequência vêm o Departamento de Imunologia, com 31; o Departamento de Farmacologia e Toxicologia, com 25; e a Vice-Diretoria de Vigilância Sanitária, com uma.

Além disso, a própria vice de Vigilância Sanitária é ocupada por uma pesquisadora, Célia Romão, bem como a vice-diretoria de Ensino e Pesquisa, por Silvana Jacob.

Já com vistas às futuras cientistas, o Programa de Pós-Graduação em Vigilância Sanitária (PPGVS/ INCQS) conta com 59 estudantes mulheres.

A data chama a atenção para a importância das mulheres na Ciência, bem como para a necessidade de incentivar que as estudantes sigam carreira nesta área, derrubando barreiras como machismo, estereótipos, falta de acesso e inequidade na distribuição de recursos e incentivos, situações que inibem a presença feminina na área.

Uma das pesquisadoras do INCQS, Izabela Gimenes, do Departamento de Farmacologia e Toxicologia, doutoranda em Ciências e Biotecnologia na Universidade Federal Fluminense (UFF), explica sobre

“A luta pela diversidade de gênero nas carreiras ainda persiste, pois funções como gerenciamento e gestão ainda são majoritariamente masculinas”.

Ela ressalta, ainda, as dificuldades das mulheres, comparativamente aos homens, destacando a imprescindibilidade de medidas que equalizem a situação:

“Mulheres e mães desempenham múltiplos papéis sociais. Estudos demonstram que a maternidade resulta em uma lacuna no currículo de pesquisadoras, assim como a idade tardia para a concepção do primeiro filho, o que não ocorre com os homens e com os pais. Carecemos de uma rede de apoio durante a pós-graduação e também a popularização da presença de crianças em eventos científicos, com espaços próprios para elas, para que as mães também possam participar. Creio que ainda estamos no início de um longo caminho, porém, quando abrimos o assunto para discussão, abre-se também a possibilidade da mudança de pensamento e cultura da nossa sociedade”, acredita.