Por Maria Fernanda Romero (INCQS/Fiocruz)

Pela segunda vez, o Laboratório de Fisiologia do Departamento de Farmacologia e Toxicologia (DFT) do INCQS foi contemplado no Programa Inova Fiocruz com seu projeto de implementação do laboratório Zebrafish, dessa vez no Edital Equipamentos Inova. O modelo Zebrafish tem sido cada vez mais utilizado em pesquisas científicas de diversas áreas, tais como farmacologia, toxicologia, genética, patologia, dentre outros. Essa versatilidade, aliado ao fato de ter alta correspondência genética com humanos, e alta taxa reprodutiva quando comparado com mamíferos, traz uma gama imensa de possibilidades de parcerias intra e extramuros da Fiocruz. Esse é o primeiro biotério Zebrafish na Fundação.

No primeiro edital, em 2018, o objetivo era implementar o primeiro laboratório de criação e experimentação com Zebrafish da Fiocruz. Agora, com o Edital Equipamentos Inova, o laboratório irá adquirir três equipamentos que são utilizados para realização de ensaios comportamentais com os três estágios evolutivos do Zebrafish.

"Essas novas aquisições vão complementar nosso laboratório, ampliando as possibilidades de ensaios a serem realizados, com a confiabilidade que um equipamento qualificado pode trazer", comenta Renata Medeiros, chefe do Laboratório de Fisiologia do instituto.

                DSC 1401                      Magno Maciel Magalhães e Renata Medeiros, do DFT, no laboratório Zebrafish.

Foto: Pedro Paulo Gonçalves (DIR/ INCQS)

Estrutura do laboratório Zebrafish

Atualmente o laboratório possui duas estantes de aquários: uma “caseira”, construída pelo Serviço de Manutenção do Departamento de Administração (DA) do INCQS, e que foi automatizada com a verba do primeiro Inova; e uma estante industrial, totalmente automatizada, de uma marca estrangeira, considerada uma das melhores do mercado. O laboratório Zebrafish/ INCQS conta ainda com um microscópio estereoscópio (popularmente conhecido como “lupa”), sendo estes dois últimos equipamentos adquiridos pelo instituto, que acreditou no potencial do peixe, e no potencial da equipe de 'fazer acontecer'.

O laboratório irá iniciar a realização dos ensaios de toxicidade usando embriões de peixe, também conhecido como FET Test, e dos ensaios comportamentais com embriões, larvas e peixes adultos, dentre outras diversas possibilidades que esse modelo animal nos traz. O prazo, para implementação do FET Test, de acordo com o primeiro edital, é até maio de 2021 (foi ampliado devido à pandemia da Covid-19).

De acordo com Magno Maciel Magalhães, chefe do setor de Fisiopatologia do laboratório, apesar dos desafios impostos pela atual pandemia, eles estão dentro do cronograma de implementação. Os avaliadores do segundo edital irão avaliar e monitorar o funcionamento dos equipamentos em 12 meses, a partir da instalação.

"O mais bacana é que estes equipamentos serão adquiridos em um caráter multiusuário, ou seja, toda a comunidade científica da Fiocruz, que tiver interesse em realizar ensaios comportamentais com o Zebrafish, poderá agendar com nosso laboratório um treinamento para isso. Acreditamos que o Zebrafish representa uma inovação imensa para a Fundação, e convidamos todos a nadar conosco, rumo ao futuro!", diz o servidor, com entusiasmo.

"Queremos ainda aproveitar o espaço para deixar registrado um agradecimento especial a todos os colaboradores do Serviço de Manutenção, que parecem estar tão apaixonados pelo peixe quanto nós. Tudo que pedimos a eles é realizado com muito esmero e rapidez. Agradecemos também a direção do INCQS por acreditar na gente desde a gestão anterior", afirmam Renata e Magno.

foto magno maciel magalhãesLaboratório Zebrafish INCQS/ Fiocruz. 

Foto: Magno Maciel Magalhães (DFT/ INCQS)