Publicado em 25/05/2020.

Por Penélope Toledo (INCQS/Fiocruz)

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A Fiocruz iniciou 2020, ano em que comemora o seu 120º aniversário, tendo planejado uma extensa programação comemorativa. Mas a vida é imprevisível, sobretudo quando se refere a saúde pública, e de repente tudo mudou. Eis que o mundo e o Brasil foram assolados pela pandemia do Covid-19, o país mergulhou no isolamento social e as atividades de celebração foram adiadas. Então o protagonismo que se esperava ter com eventos comemorativos veio na prática, com a Fiocruz liderando a promoção à Saúde e a luta para sempre salvar a vida humana.

Falar da importância da Fundação Oswaldo Cruz neste momento em que ela precisou se reinventar rapidamente e o fez muito bem, parece redundância. Não é. É sempre fundamental ressaltar a magnitude da Fundação e do Sistema Único de Saúde (SUS), sem os quais o enfrentamento à pandemia seria muito difícil.

Vale, também, para que as novas gerações tenham conhecimento da História e do legado que têm nas mãos, para que os mais antigos possam matar a saudade e para que todos nós tenhamos sempre orgulho de ser Fiocruz!

A Fiocruz:

Não é de hoje que a Fundação é fundamental para o país. Começou lá em 25 de maio de 1900, com a criação do Instituto Soroterápico Federal, para produzir soros e vacinas para combater uma outra epidemia: a peste bubônica. Liderada pelo bacteriologista Oswaldo Cruz, o Instituto ajudou a erradicar a epidemia e também a febre amarela da cidade.

Desde então, o Instituto, que mais tarde se transformou em fundação, foi decisivo para a interiorização da vigilância sanitária, promovendo pela primeira vez expedições científicas nas entranhas do Brasil; participou da criação do Departamento Nacional de Saúde Pública, em 1920; se engajou ativamente na Reforma Sanitária nos anos 70, sob a liderança de Sérgio Arouca; e foi peça-chave para a realização da 8ª Conferência Nacional de Saúde, em 1986, que forneceu as bases para a criação do SUS, em 88.

A Fiocruz sempre participou de grandes avanços científicos e sempre levou o conhecimento a terras distantes com sua expansão para Moçambique, na África; Fez em tempo recorde e inaugurou o Centro Hospitalar para a Pandemia de Covid-19, do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, dentre outras coisas.

O INCQS/Fiocruz:

No início da década de 80, a Fiocruz passou a hospedar o Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS), inaugurado em 1981 para atuar no controle da qualidade de insumos, produtos, ambientes e serviços sujeitos à ação da Vigilância Sanitária. O Instituto age em estreita cooperação com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), com Secretarias estaduais e municipais de Saúde e outros parceiros.

Abrigar o INCQS foi um avanço para a vigilância sanitária do país, seja na promoção e recuperação da saúde e prevenção de doenças, seja nas questões científicas e tecnológicas relativas ao controle da qualidade de produtos, ambientes e serviços vinculados a esta área.

 

Infelizmente, vivemos tempos difíceis na Saúde Pública e em outras esferas. Mas os trabalhadores e trabalhadoras da Fiocruz transformam a dor em esperança e seguem sua missão de se dedicar à melhoria da qualidade de vida da população. Tudo isso vai passar, menos o nosso orgulho de ser Fiocruz, que só vai crescer e crescer.

Obrigada e parabéns a cada pessoa que fez e faz parte desta História. Dias melhores, virão.

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