Publicado em 15/04/2020.

Por Penélope Toledo (INCQS/Fiocruz)

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Uma das formas de se minimizar o contágio do Covid-19 (vírus SARS-COV-2) recomenda pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é o uso do álcool etílico 70% em forma de gel para assepsia das mãos e higienização de superfícies e objetos. Entretanto, há alguns cuidados necessários, conforme alertam o responsável pelo Setor de Cosméticos e Saneantes do Departamento de Química do INCQS/Fiocruz, Leonardo Lopes, e o chefe do Laboratório de Toxicologia, Ronald Silva.

 

Tipos de álcool:

A primeira precaução é quanto ao tipo de álcool, pois há três tipos (saneantes, cosméticos e medicamentos) e são produzidos sob normas e registros na Anvisa diferentes. O uso nas mãos do saneante, que vem escrito “desinfetante de uso geral”, pode causar alergias:

•    Saneante (“Desinfetante de uso geral”) - produto destinado apenas à limpeza ou à desinfecção de superfícies inanimadas (pisos, paredes, mesas, camas, macas, etc.)

•    Cosmético (“Antisséptico e/ou para higiene das mãos”) ou medicamento* - produtos antissépticos destinados apenas à higienização da pele e das mãos.

* O álcool gel medicamento e o álcool gel cosmético possuem a mesma finalidade de uso. A diferença entre os dois está apenas nas características e exigências para produção e registro.


Cuidados na aquisição, armazenamento e uso do álcool em gel:

Além do cuidado quanto ao tipo do produto, também é preciso mantê-lo fora do alcance de crianças e de animais de estimação; deixa-lo longe de chama, pois é um material inflamável; e armazená-lo segundo as instruções indicadas no rótulo.

Leonardo Lopes também atenta para que as pessoas não utilizem o álcool etílico em forma de gel falsificado ou caseiro (produtos clandestinos):

“Quem for comprar deve sempre evitar os produtos clandestinos, pois não têm comprovação quanto à sua atividade virucida e não passaram por controle da qualidade em relação à determinação do teor de álcool etílico. Também é fundamental ler as informações dos rótulos e o número do registro no Ministério da Saúde e na Anvisa, pois assim há segurança de que o produtor apresentou os documentos necessários para ser comercializado, diferentemente do álcool clandestino”, explica.

Também é importante se ater, de acordo com o profissional Ronald Silva, ao local onde o álcool em gel está à venda e às características do produto. No primeiro caso ele orienta a não comprar no mercado informal, pois este não tem alvará de funcionamento e não responde pela garantia do álcool. Já no segundo caso, indica total atenção à embalagem, rótulo e transparência, pois mesmo que o produto apresente cor, deve ser transparente.

“É importante frisar que a compra de produtos irregulares não autorizados coloca o consumidor, sua família e seus vizinhos em risco. A primeira opção para higienização das mãos é a lavagem com água e sabão. Se não conseguir comprar álcool gel de fonte segura, faça e pela higienização das mãos com água e sabão, que é muito eficiente na prevenção da Covid-19 quanto usar o uso do álcool gel”, completa.