Por: Amanda Mendes, da Agência Saúde (Ministério da Saúde)

Entre fevereiro e março deste ano, 75 municípios dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia irão realizar campanha de vacinação com doses fracionadas e padrão contra a febre amarela. A iniciativa é do Ministério da Saúde em conjunto com os três estados e municípios e tem caráter excepcional. O Objetivo é evitar a expansão do vírus para áreas próximas de onde há circulação atualmente. No total, 19,7 milhões de pessoas destes municípios nos três estados deverão ser vacinadas na campanha, sendo 15 milhões com a dose fracionada e outras 4,7 milhões com a dose padrão. A adoção do fracionamento das vacinas é uma medida preventiva que será implementada em áreas selecionadas, durante período determinado de 15 dias, pelos estados para evitar a circulação e expansão da doença. O anúncio da campanha foi feito pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros e pelos secretários estaduais de saúde de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, em Brasília, nesta terça-feira (09).

A estratégia de fracionamento da vacina é recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) quando há aumento de epizootias e casos de febre amarela silvestre de forma intensa, com risco de expansão da doença em cidades com elevado índice populacional e que não tinham recomendação para vacinação anteriormente. O fracionamento da vacina da febre amarela é seguro, pois a mesma vacina é utilizada, só que em dose menor. A única diferença está no volume e no tempo de proteção. A dose padrão (0,5 Ml) protege por toda a vida, enquanto a dose fracionada (0,1 Ml) protege por oito anos, segundo os últimos estudos realizados pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Biomanguinhos/Fiocruz).

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O INCQS

 

Por: Penélope Toledo e Gabrielle Araujo (ACS/ INCQS)


O INCQS desenvolve o controle da qualidade da vacina contra febre amarela, atividade que envolve quatro departamentos: Imunologia (DI), Microbiologia (DM), Farmacologia e Toxicologia (DFT) e Química (DQ). Todos os ensaios são recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

O DI realiza a análise de protocolo de produção e controle de qualidade e o teste de potência e termo estabilidade. Já o DM, o exame de esterilidade. O DFT, por sua vez, faz o estudo de endotoxina. Por fim, o DQ realiza o ensaio de umidade residual.

- É uma vacina muito segura, que inclusive é exportada. Bio-Manguinhos detém 80% da produção mundial e com frequência recebe inspeções da OMS para avaliar a produção, assim como o INCQS também recebe estas visitas para fiscalizar o controle da qualidade - explicou Jarbas Emílio dos Santos, pesquisador do Laboratório de Vacinas Virais, Cultura de Células e Biofarmacos.

Ele também reforçou a importância da vacinação:

- É fundamental como ferramenta de prevenção da doença.

 

Foto: TV Globo/Reprodução