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Publicado em 07/05/2026.

Por Maria Fernanda Romero (INCQS/Fiocruz)

O INCQS/Fiocruz promoveu, no último dia 14 de abril, a palestra 'Contaminação invisível por agrotóxicos no ar: residências rurais e um mercado varejista', reunindo pesquisadores, profissionais e residentes para discutir evidências científicas sobre a presença de resíduos no ar e seus impactos à saúde. A iniciativa reforça o papel do instituto na produção de conhecimento e no fortalecimento da vigilância sanitária frente a desafios emergentes da saúde ambiental.

Ministrada pelo engenheiro agrônomo e pesquisador Tomaz Langenbach, a apresentação abordou evidências de contaminação do ar por agrotóxicos em diferentes contextos, incluindo áreas rurais e ambientes de comercialização. O estudo, que conta com a colaboração do Setor de Resíduos do Laboratório de Alimentos do Departamento de Química (DQ) do INCQS/Fiocruz, destacou a presença de resíduos tanto em ambientes externos quanto internos, indicando que superfícies como paredes, móveis e tecidos podem atuar como reservatórios e contribuir para a exposição prolongada.

Ao trazer resultados de monitoramento ambiental com diferentes metodologias de coleta, o palestrante evidenciou a complexidade da avaliação da exposição a agrotóxicos e a necessidade de estratégias integradas de vigilância. Os achados reforçam a importância de considerar fontes indiretas de contaminação e seus impactos potenciais à saúde.

Para o INCQS, o debate amplia a interface entre ciência, vigilância sanitária e saúde ambiental, áreas estratégicas para a atuação do Instituto. “Discutir a contaminação por agrotóxicos em contextos muitas vezes invisibilizados contribui para fortalecer a formação dos nossos profissionais e aprimorar as ações de Vigilância Sanitária”, destacou Lucia Helena Bastos, chefe do Setor de Resíduos do Laboratório de Alimentos do DQ/INCQS e coordenadora do Programa de Residência Multiprofissional do instituto.

“Os resultados mostram que a contaminação por agrotóxicos no ar não se limita ao ambiente externo. Superfícies internas podem absorver e reemitir essas substâncias ao longo do tempo, ampliando a exposição. Isso evidencia a necessidade de monitoramento contínuo e de estratégias mais abrangentes de controle e vigilância”, conclui Tomaz Langenbach.

palestra contaminação agrotóxicosFotos: Pedro Paulo Gonçalves e ACS/INCQS