Publicado em 04/03/2026.
Por Maria Fernanda Romero (INCQS/Fiocruz)
O INCQS/Fiocruz participou no último dia 26 de fevereiro, do webinário 'Excursões de Temperatura de Imunobiológicos', realizado pelo Departamento de Imunização e Doenças Imunopreveníveis (DPNI/SVSA/MS), vinculado à Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde. A atividade reuniu especialistas para discutir orientações técnicas relacionadas à avaliação de ocorrências de excursões de temperatura em vacinas, soros hiperimunes e diluentes, com foco no fortalecimento das práticas da rede de frio.
A diretora do INCQS/Fiocruz, Mychelle Alves, participou da abertura do evento e destacou a parceria histórica do instituto com o Programa Nacional de Imunizações (PNI), bem como sua atuação estratégica no controle da qualidade de imunobiológicos no país.
“O INCQS é uma unidade técnico-científica da Fiocruz que atua no controle da qualidade de produtos sujeitos à vigilância sanitária. Nossa missão é contribuir para a promoção e a proteção da saúde, atuando como referência nacional nas questões científicas e tecnológicas relacionadas à qualidade de imunobiológicos”, afirmou. A diretora também ressaltou que, conforme a RDC nº 944/2024 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o instituto é responsável pela liberação de lotes de vacinas e soros hiperimunes heterólogos para consumo no Brasil e exportação.
Na programação técnica, o instituto foi representado por Maria Aparecida Affonso Boller, coordenadora do Núcleo Técnico de Produtos Biológicos (NT-PB), que ministrou a palestra 'Avaliação da qualidade e da estabilidade dos imunobiológicos'. Em sua apresentação, a pesquisadora detalhou os critérios técnico-científicos adotados na análise das ocorrências de excursão de temperatura.
“São os estudos de estabilidade realizados pelos fabricantes que nos dão segurança para decidir se o imunobiológico pode ser utilizado ou deve ser descartado. Avaliamos principalmente a potência, além de parâmetros físico-químicos e de segurança”, explicou.
Segundo ela, em 2025 o INCQS analisou 1.799 formulários de ocorrência. “É uma demanda significativa, mas essencial para garantir a qualidade, a segurança e a eficácia das vacinas distribuídas à população”, enfatizou.
A coordenadora ressaltou ainda que diferentes vacinas podem reagir de forma distinta às variações de temperatura, o que exige o correto preenchimento das informações nos formulários para assegurar análises técnicas fundamentadas em evidências científicas.
O webinário teve como objetivo promover o alinhamento de orientações técnicas e contribuir para o aprimoramento das ações relacionadas à conservação e ao monitoramento de imunobiológicos no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).
Acesse o webinário completo AQUI.

Imagens: Reprodução Youtube