Publicado em 03/10/2025.
Por Maria Fernanda Romero (INCQS/Fiocruz)
A aluna do Programa de Vocação Científica (Provoc) da Fiocruz, Luiza Figueiredo de Carvalho, que desenvolve atividades no Setor de Fisiopatologia do Laboratório de Fisiologia do Departamento de Farmacologia e Toxicologia (DFT) do INCQS/Fiocruz, teve recentemente sua trajetória de iniciação científica destacada pela imprensa nacional. Luiza foi entrevistada pela Folha de S.Paulo e também participou de matérias exibidas no Jornal do Rio e no Jornal da Band, transmitido em rede nacional.
No INCQS, Luiza é aluna do pesquisador Magno Maciel Magalhães, chefe do Setor de Fisiopatologia do Laboratório de Fisiologia do DFT, e também conta com a coorientação de Damarys Victorya, residente do laboratório; e Renata Medeiros, chefe do Laboratório de Fisiologia do DFT/INCQS. Sob essa supervisão, desenvolve metodologias inovadoras que utilizam o modelo animal zebrafish para análises toxicológicas. Entre elas, está a avaliação da migração de neutrófilos após corte na região caudal do peixe, para observar possíveis impactos no sistema imune, e a utilização do pigmento Alcian Blue, que permite investigar alterações no desenvolvimento das cartilagens cranianas em contato com substâncias testadas.
Luiza conheceu o Provoc por meio da irmã, Juliana, também participante do programa. A motivação aumentou ao perceber que a iniciativa seria uma oportunidade para manter o contato com atividades laboratoriais, após a saída do Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ) e a mudança para o Colégio Pedro II.
Segundo a estudante, a vivência no programa vem sendo transformadora e o Provoc tem a auxiliado em vários aspectos. "Meu interesse pela química só aumentou e, além da aprendizagem técnica, também cresci no lado pessoal, descobrindo mais sobre meus interesses e desenvolvendo habilidades fundamentais, como proatividade e pensamento crítico”, afirmou.
De acordo com Luiza, o programa contribui de forma decisiva para a formação de jovens cientistas. Ela acredita que o Provoc dá espaço para que os estudantes do ensino médio sejam protagonistas e se aproximem de suas áreas de interesse - o que contribui não só para a formação acadêmica, mas também para o desenvolvimento como pessoas críticas, proativas e cooperativas.
A estudante ressalta que a experiência no INCQS/Fiocruz tem sido fundamental para pensar seus próximos passos. Ao vivenciar a rotina de trabalho de um cientista, ela diz conseguir enxergar com mais clareza áreas profissionais que a interessam e nas quais se identifica.
Sobre a participação nas reportagens ao lado da irmã Juliana, Luiza contou que foi um momento especial. “Foi surpreendente e muito gratificante! Fiquei feliz por poder ajudar na divulgação de um programa que tem tanto significado para mim. Espero que, com as matérias, o Provoc alcance mais reconhecimento e transforme a vida de outros jovens cientistas. O programa oferece oportunidades únicas e contempla não apenas as ciências biológicas, mas também as ciências sociais", conclui.
Fotos: ACS/INCQS