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Publicado em 15/09/2025.

Por Maria Fernanda Romero (INCQS/Fiocruz)

Todo cientista é responsável pelo avanço da ciência, não apenas pelo que faz no laboratório, mas também pela forma como publica e treina novos profissionais. A afirmação foi feita por Renata Almeida de Souza, coordenadora da Qualidade e coordenadora Executiva do Centro de Pesquisa, Inovação e Vigilância em Covid-19 e Emergências Sanitárias da Fiocruz, durante a abertura da XII Jornada Científica do INCQS/Fiocruz, no último dia 8 de setembro.

Em sua palestra “Como a adoção das Boas Práticas de Pesquisa Científica pode melhorar a qualidade da pesquisa que você realiza?”, Renata destacou que as boas práticas vão muito além da ética e da integridade: abrangem a documentação rigorosa, a confiabilidade dos dados e o uso de ferramentas que assegurem maior transparência e reprodutibilidade dos resultados.

Com a palestra “Como a adoção das Boas Práticas de Pesquisa Científica pode melhorar a qualidade da pesquisa que você realiza?”, Renata destacou a importância da documentação, da integridade de dados e da adoção de ferramentas que garantam maior transparência e confiabilidade à pesquisa.

Segundo a palestrante, a qualidade científica não depende apenas de resultados consistentes, mas também de registros claros e organizados. “A documentação é um fator extremamente importante. Temos documentos prescritivos, que incluem projeto, responsabilidades e instruções, e documentos descritivos, que registram os resultados obtidos. Tudo precisa estar muito bem organizado, pois isso compõe o dossiê da pesquisa”, afirmou.

Ela explicou que a integridade de dados é hoje um princípio central para a ciência, sustentado por critérios como legibilidade, originalidade e consistência. “Um dado íntegro deve ser atribuível, legível, contemporâneo, apurável e completo. Mais recentemente, falamos em integridade de dados plus: completo, consistente, duradouro e acessível. Isso é fundamental para apoiar as boas práticas de pesquisa”, acrescentou.

Renata também apresentou o movimento em torno do caderno eletrônico de laboratório, já em uso em algumas áreas da Fiocruz, como alternativa sustentável e aderente às práticas de ciência aberta. “A ciência aberta propõe mudanças na forma como o conhecimento é produzido, compartilhado e reutilizado, tornando a ciência mais colaborativa, transparente e sustentável”, finalizou.

abertura Jornada Científica 2025Fotos: Pedro Paulo Gonçalves - DIR/ INCQS