Publicado em 04/06/2025
Por Pablo Pires (INCQS/Fiocruz)
O Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS) da Fiocruz foi convidado pela Rede de Laboratórios Nacionais de Controle para Biológicos da Organização Mundial da Saúde (WHO-NNB) para revisar suas diretrizes de liberação de lotes de vacinas.

Foto: Pedro Paulo Gonçalves (INCQS/Fiocruz)
Tais diretrizes são vinculantes, isto é, os países membros da WHO-NNB precisam adotá-las como orientação em suas legislações locais. O objetivo é o de criar uma harmonização de padrões de segurança e eficácia para a produção e liberação de vacinas, ou seja, reduzir custos, testes redundantes e estimular a cooperação técnica entre os países membros. “Na prática, isso significa, cito apenas um exemplo, que o Brasil poderá liberar lotes de vacinas para Moçambique sem que aquele país precise realizar testes adicionais de qualidade, agilizando assim a promoção da Saúde Pública”, explica Maria Aparecida Boller, coordenadora do Núcleo Técnico de Produtos Biológicos do INCQS e designada pelo Instituto para a referida revisão.
A ideia para a revisão surgiu durante o 6º Encontro Anual da WHO-NNB, ocorrido no Cairo, Egito, entre os dias 26 e 28 de novembro de 2024 e que contou com a presença do diretor do INCQS, Antonio de Almeida. Os trabalhos se iniciaram em março deste ano e têm previsão para terminarem em fins de 2025, com encontros bimestrais entre representantes dos laboratórios membros. A Fiocruz é representada pelas servidoras Maria Aparecida Boller e Eleonora Vasconcellos.
A WHO-NNB foi criada em 2016, nos Países Baixos, inicialmente com a participação de 21 laboratórios nacionais de controle de qualidade de vacinas, dentre eles o INCQS/Fiocruz.