Publicado em 10/09/2021

Por Penélope Toledo (INCQS/Fiocruz)

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Dois artigos sobre resistência aos antimicrobianos elaborados por pesquisadores do INCQS/Fiocruz foram publicados na Research, Society and Development nos últimos meses.

O primeiro, publicado em julho, foi intitulado ‘Poluentes emergentes: Antimicrobianos no ambiente, a educação ambiental e o aspecto regulatório nacional e internacional’.

“O artigo é uma revisão da literatura do período de 2008 a 2018 sobre a ocorrência de antibióticos em matrizes aquáticas, descrevendo os dispositivos legais e normativos nos âmbitos nacional e internacional”, explica Neusa Castelo Branco, uma das autoras.

Já a segunda publicação, de agosto, versa sobre ‘Ocorrência de antimicrobianos em águas superficiais e residuais do Município do Rio de Janeiro: uma questão de vulnerabilidade ambiental e de saúde pública’. Os três autores do artigo do anterior também assinam este, juntamente com Mararlene Ulberg, Rosana Gomes e Bernardete Spisso, as três do Departamento de Química do Instituto.

Este estudo investigou a ocorrência de representantes de dois grupos de antibióticos (fluoroquinolonas e sulfonamidas) em efluentes de estação de tratamento de esgotos (ETEs) e em águas de superfície que recebem lançamento de efluente, esclarece Neusa, que alerta:

“Os processos convencionais de tratamento de água e esgoto não são eficientes e suficientes para a remoção de fármacos e, com isso, resíduos de vários tipos de antimicrobianos são encontrados nas águas, o que pode levar ao surgimento de resistência aos antimicrobianos (RAM), colocando em risco a eficácia da prevenção e do tratamento de um número crescente de infecções por vírus, bactérias, fungos e parasitas”.

Ambos os artigos são parte da tese de Neusa Castelo Branco, sob orientação de André Mazzei e Célia Romão, no Programa de Pós-Graduação em Vigilância Sanitária (PPGVS).