Publicado em 27/08/2018.
Por Penélope Toledo (INCQS/ Fiocruz)

O Programa de Pós-Graduação em Vigilância Sanitária (PPGVS) o INCQS foi um dos cursos da Fiocruz contemplados no Programa Institucional de Internacionalização (PrInt) da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). A Fundação foi um dos 25 institutos de pesquisa e universidades selecionados, com várias de suas pós-graduações aprovadas. A decisão foi divulgada pela Capes em 20 de agosto de 2018.

O PrInt faz parte da nova política de internacionalização da Capes, lançado em 2017. A proposta promoveu mudanças como a oferta das bolsas de pós-graduação no exterior às instituições de ensino, não mais a cursos, e a exigência de que os institutos de pesquisa e universidades elaborem “planos de internacionalização” para submeter a avaliação do órgão, explicando como se pretende adquirir mais protagonismo internacional, em vez da apresentação de projetos pelos próprios pesquisadores ou grupos de pesquisa.

O objetivo da Coordenação é “melhorar a qualidade dos cursos de pós-graduação brasileiros e de conferir maior visibilidade internacional à pesquisa científica realizada no Brasil”.

Os projetos escolhidos terão início em novembro, com um prazo de duração de quatro anos.

 

Fiocruz discute internacionalização:

O Núcleo de Estudos Avançados do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) apresentou a palestra Internacionalização da Pós-graduação e o futuro da PG Brasileira no dia 24 de agosto, ministrada pela assessora especial da diretoria de Relações Internacionais da Capes, Cyntia Sandes Oliveira.

O coordenador do PPGVS, Ivano de Filippis, assistiu à exposição e comenta alguns números e informações apresentados:

“A palestra sobre a internacionalização da pós-graduação no Brasil foi muito interessante e forneceu dados importantes. Foi um grande trabalho de levantamento de dados sobre nossa produção científica que mostrou alguns fatos interessantes. Por exemplo, quando comparamos as publicações científicas apenas de pesquisadores brasileiros, o IF médio é de 0,8. As publicações apenas de pesquisadores suecos têm IF médio de 1,8. Mas quando avaliamos as publicações de pesquisadores brasileiros e suecos em colaboração, o IF médio vai para 4,3. Isto mostra a importância da internacionalização da ciência para todos os pesquisadores do mundo e o esforço da Capes em promovê-la”, explicou.